Arquivo mensal: novembro 2016

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

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SEM DÚVIDA, amar, seja a quem for, na convivência diária, que se nos exponha em suas mazelas, tanto quanto nos exponha em nossas limitações, é muito diferente de amar alguém que se coloque à distância de nossa realidade existencial cotidiana.

Amar, pois, é um cosntante exercício de múltiplas virtudes que nos leva à aceitação dos outros como eles são, para que, por fim, os outros  nos aceitem como somos.

Irmão José

Prefácio do livro Amai-vos uns aos outros – Carlos A. Baccelli

 

VACINA NATURAL

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NÃO IGNORES que o teu bom humor será vacina natural contra estados nocivos de alteração  contra estados nocivos dE alteração da personalidade que, através da amargura e da indignação, possam atacar-te de inopino.

Assim, quando perceberes que a luz de teu costumeiro sorriso tende a se apagar em teu semblante, cedendo lugar à sombra taciturna da tristeza, não deixes de buscar novas motivações à alegria.

Não permaneças abatido por um tempo mais longo do que aquele que te possibilite identificar, em ti mesmo, a contrariedade que, na maioria das vezes, por quase nada, se te instale no espírito.

Não cries o hábito de te aborreceres desnecessariamente, qual se não mais soubesses viver senão sob o domínio do azedume e da queixa, que se te destilam da boca em forma de palavras sempre agressivas contra tudo e contra todos.

Recordas que, mais cedo ou mais tarde, todas as atitudes exasperadas de tua parte resultarão em teu desfavor, das quais não poderás desculpar-te simplesmente alegando que não sabias que elas haveriam de ter consequências tão graves assim.

Irmão José – Carlos A. Baccelli

Livro Amai-vos uns aos Outros

 

 

Tolerância

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Jesus moldou todos os seus discípulos. Ensinou-os a viver na luz.

Filipe se dirige ao Jesus:

-Mestre, era nosso intento saber com mais propriedade, pela extensão da linguagem espiritual, o que significa Tolerância, pois às vezes me confundo, por desconhecer seus limites.

Jesus começa a falar…

-Filipe, a Tolerância é um estado de alma que todos nós deveremos conquistar. Ela, por si, tem múltiplos valores, mas denuncia algum perigo. É como uma massa forte no alimento da vida que, sem outros ingredientes auxiliares, exagera a fermentação; contudo, não podemos viver sem a força da Tolerância, que nos faz acalmar alguns impulsos inferiores. É proveitoso que, junto a ela, coloquemos a razão em evidência, para que ela não passe dos limites que lhe compete atingir. A enfermidade moral esta sujeita às mesmas leis que as doenças do corpo. Um terapeuta, para ministrar remédios aos enfermos, necessita conhecer as dosagens correspondentes aos desequilíbrios orgânicos; assim é o orientador. A impaciência, nesses casos, pode ser fatal como o veneno disciplinado é fonte de vida. A Tolerância, Filipe, do modo como pensas, forma uma interrupção na mente que desconhece a disciplina, esquecendo a justiça. Ela não pode passar das fronteiras delimitadas pelo bom senso.

Quando toleras um desequilíbrio, aprovas a desarmonia. E assim passarás a alimentar uma força contrária, que persegue a tua própria paz, estabelecendo um vínculo teu com o fato e vice-versa.

Tolerar, sem conhecimento de causa é estimular efeitos por vezes perniciosos, motivando o ambiente de convivência. Entretanto, é preciso notar que desaprovar um ato alheio, ou mesmo nosso não implica em usar a violência, nem tampouco o escândalo. Pelas tuas próprias feições, ao conversar com alguém, é fácil de notar, no silêncio do coração, que não apoias tais ou quais atitudes; e pela alegria e interesse que manifestas pelos ideais superiores do companheiro tu escreverás, sem uso do verbo e da letra, tua aprovação pelo bem da coletividade, principalmente quando esse ideal se apoia nos alicerces da dignidade que as leis de Deus nos oferece.

Tolerância… É palavra mais ou menos solta, que carece de solicitude do coração e da inteligência enriquecidos na experiência do tempo e nas bênçãos do Pai Celestial.

– Moderação não é tão difícil como todos podem pensar; o mais engenhoso é saber tolerar.

-Não esqueçais nunca da condescendência. Desde quando abris os olhos ao acordar até fechá-los para dormir, que ela seja o resguardo das vossas vidas e da vida dos que anseiam pela felicidade. Todavia, é justo que não vos esqueçais da educação, tomando-a consciente dos caminhos que percorrem o amor mais puro, aquele que cede na hora que a caridade deseja, e que nega no momento em que o abuso pretende dominar a humildade. No instante em que duvidais até que ponto possa atingir a paciência, procurai os recursos da oração com respeito e fé, que a inspiração divina vos dará a resposta pelos processos da certeza, como o instinto selecionador do comer e do beber dos animais. O prêmio para todos nós virá com assistência dos anjos para todos os que se esforçam em direção à luz. Se quereis viver em paz com os outros e com a vossa própria consciência, procurai, se já não o fizestes, disciplinar vossa Tolerância pra convosco e para com os vossos semelhantes, desde que façais tudo isso com e por amor.

 

Extraído do livro Ave Luz – pelo espírito de Shaolin

 

 

 

 

Ave Luz

“E é bom que todos se conscientizem que  podemos alcançar a luz, mesmo no meio de auras provações.”

 

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Na escala em que estais no mundo de carne, nada  podeis fazer de bom sem o incentivo da dor, que é a mensageira que desperta as qualidades maiores do coração. A dor, porém, tem vida curta em comparação com a eternidade.

Fomos feitos para a felicidade e, depois de conquistá-la sob as bênçãos de Deus, nunca mais a perdemos.

Analisai, meditai, porque os caminhos que ora palmilhamos para chegar ao amor ainda são a razão que, no futuro, cederá lugar, pela maturidade, à intuição. A intuição guiará o homem de amanhã, pela força do verdadeiro amor.

Salve a Luz!

Extraído do prefácio do livro Ave Luz – pelo espírito de Shaolin